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A tradição Santos dos Últimos Dias e as passagens bíblicas controversas

Cada passagem controversa desta coleção e como leitores da tradição Santos dos Últimos Dias a entendem — em seus próprios termos, ao lado do artigo completo com a leitura de todas as outras tradições.

  1. Pedro e a rocha

    Pedro é a rocha sobre a qual a igreja é edificada, e o papado se apoia nisso?

    A rocha é a revelação contínua, e as chaves são autoridade do sacerdócio.

    Os Santos dos Últimos Dias compreendem a rocha como o princípio da revelação divina contínua: um testemunho verdadeiro de Cristo vem apenas por meio do Espírito Santo. Joseph Smith ensinou que a Igreja é edificada sobre a rocha da revelação. As chaves do reino são autoridade literal do sacerdócio para governar a Igreja e administrar ordenanças, dadas a Pedro, Tiago e João, e restauradas a Joseph Smith e Oliver Cowdery nos últimos dias.

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  2. Fé e obras

    A pessoa é justificada somente pela fé ou também pelas obras?

    Salvação pela graça depois de tudo o que podemos fazer, por meio da obediência aos convênios.

    Os Santos dos Últimos Dias leem Tiago 2 como prova bíblica definitiva contra a justificação somente pela fé; o versículo 24 é central, e a Tradução de Joseph Smith esclarece que a verdadeira fé não pode coexistir com a acepção de pessoas. A expressão de Paulo 'as obras da lei' (Romanos 3:20,28) é compreendida como uma referência específica à Lei de Moisés, e não a todas as boas obras, mandamentos ou ordenanças do evangelho; Romanos 3:23 é contextualizado pela rejeição do pecado original e da depravação total. Efésios 2:8-10 é sintetizado com 2 Néfi 25:23 ('somos salvos pela graça, depois de tudo o que podemos fazer') — a graça não é mero favor imerecido, mas poder habilitador, e as boas obras são a resposta necessária de um discípulo guardador de convênios. A exaltação exige obediência ativa e cumprimento dos convênios, tornados possíveis pela expiação de Cristo.

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  3. Isto é o meu corpo

    Em que sentido o pão e o vinho são o corpo e o sangue de Cristo?

    O pão e a água do sacramento são emblemas memoriais do corpo e sangue de Cristo.

    Os Santos dos Últimos Dias creem que o sacramento é uma ordenança memorial, não uma transformação literal. A Tradução de Joseph Smith de Mateus 26 acrescenta «em memória do» antes de «meu corpo» e «meu sangue», tornando explícita a intenção simbólica. Entende-se que a expiação ocorreu no Getsêmani e na cruz, e o sacramento renova os convênios batismais. João 6 é lido como uma metáfora espiritual para aceitar a expiação de Cristo e interiorizar os seus atributos. O sacramento é administrado semanalmente com pão e água, enfatizando o discipulado contínuo.

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  4. Batismo

    O batismo é necessário para a salvação e os bebês devem ser batizados?

    O batismo por imersão é necessário; bebês não são batizados (aos 8 anos).

    Os SUD ensinam que João 3:5 exige o batismo nas águas e o Espírito (confirmação) para a entrada no reino celestial. Atos 2:38-39 delineia os primeiros princípios: fé, arrependimento, batismo e o dom do Espírito Santo. Os bebês não são batizados porque estão vivos em Cristo até a idade da responsabilidade. O batismo precisa ser realizado pela autoridade devida.

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  5. Predestinação

    Deus escolhe quem será salvo, e com base em quê?

    Pré-ordenação baseada na bravura pré-mortal; o arbítrio moral é preservado.

    Rejeita leituras deterministas. A eleição de Jacó e Esaú é a pré-ordenação para chamados terrenos com base no caráter pré-mortal, não uma causalidade. O Faraó endureceu o próprio coração (a Tradução de Joseph Smith revisa Êxodo). O oleiro e o barro refletem a prerrogativa de Deus de designar papéis, e não uma condenação arbitrária. Os membros devem exercer o arbítrio; a linhagem não garante a exaltação.

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  6. A salvação pode ser perdida?

    Um verdadeiro crente pode apostatar e se perder?

    A advertência descreve os filhos da perdição, que negam a verdade após um testemunho seguro.

    A Tradução de Joseph Smith altera o versículo 1 para "não deixando os princípios da doutrina de Cristo", alinhando-se à visão SUD de que os princípios fundamentais nunca são abandonados, mas continuamente edificados. Os versículos 1-2 constituem um importante paralelo bíblico com a Quarta Regra de Fé, que lista fé, arrependimento, batismo e imposição de mãos para o dom do Espírito Santo. A advertência severa nos versículos 4-6 é interpretada, à luz de Doutrina e Convênios 76, como uma descrição dos "filhos da perdição": indivíduos que recebem o Espírito Santo, provam o dom celestial e depois o negam completamente, cometendo o pecado imperdoável. Isso exige um testemunho pessoal e seguro, não sendo um mero esfriamento espiritual. A passagem é invocada para enfatizar a gravidade solene dos convênios do templo, mas o ensino pastoral tranquiliza a maioria dos membros de que eles não se enquadram nessa categoria.

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  7. Purgatório e oração pelos mortos

    Existe purificação após a morte, e esses textos a ensinam?

    Não é canônico para os SUD, mas demonstra ritos vicários antigos.

    Os Santos dos Últimos Dias não incluem 1 ou 2 Macabeus em seu cânone de escrituras; Doutrina e Convênios 91 afirma que os Apócrifos contêm a verdade misturada com interpolações humanas e devem ser lidos com o Espírito. A teologia SUD não possui purgatório, mas ensina a existência de um mundo espiritual pós-mortal onde o evangelho é pregado e ordenanças vicárias podem ser realizadas. 2 Macabeus 12:43–46 é valorizado como evidência histórica de que o povo do convênio antigo realizava ritos pelos mortos, o que os SUD veem como a restauração de uma prática antiga, e não como um mandamento escriturístico. 1 Coríntios 3 é lido por seus ensinamentos sobre o corpo como templo e a revelação progressiva.

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  8. Os mil anos

    O que é o reinado de mil anos, e os crentes serão arrebatados antes do fim?

    Os mil anos são um milênio terreno literal com o reinado de Cristo.

    Os Santos dos Últimos Dias recebem Apocalipse 20 como um esboço profético ampliado pela revelação moderna. Satanás é amarrado não apenas por uma corrente, mas pela retidão do povo (1 Néfi 22:26). A primeira ressurreição inclui os justos; os demais aguardam até o fim. Rejeitam o arrebatamento pré-tribulacionista; a reunião de 1 Tessalonicenses 4 ocorre na segunda vinda visível para inaugurar o milênio. Esses textos motivam o trabalho no templo e uma vida reta.

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  9. Mulheres ensinando na igreja

    As mulheres podem ensinar e exercer autoridade na igreja?

    Os ofícios do sacerdócio são exclusivos para homens; as mulheres ensinam e lideram organizações auxiliares.

    Em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a autoridade do sacerdócio é conferida apenas aos homens, e 1 Timóteo 2:11-12 é lido em harmonia com essa prática. No entanto, a Tradução de Joseph Smith de 1 Coríntios 14:34-35 altera 'falar' para 'governar', o que os Santos dos Últimos Dias interpretam como significando que Paulo proibiu as mulheres de exercer a autoridade de presidência do sacerdócio, e não de falar, ensinar ou profetizar. As mulheres na Igreja pregam regularmente nas reuniões sacramentais, ensinam na Escola Dominical e no seminário, servem como missionárias e presidem organizações como a Sociedade de Socorro, as Moças e a Primária. Assim, as passagens restringem a autoridade de governo sacerdotal, e não todas as formas de fala ou ensino.

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  10. Esposas e maridos

    O que significa a submissão entre esposas e maridos?

    O marido preside em retidão e amor sacrificial; as esposas se submetem apenas a isso.

    A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensina que os maridos devem presidir a família com amor e retidão, e não por meio de domínio injusto; Doutrina e Convênios 121 proíbe a compulsão e exige persuasão, longanimidade, brandura e amor não fingido. Efésios 5:25 é frequentemente citado para ensinar que a liderança do marido é um mandato para se entregar por sua esposa assim como Cristo se entregou pela igreja. As esposas são ensinadas a se submeter aos maridos como ao Senhor, mas qualquer abuso, dominação ou negligência por parte do marido viola a ordem divina. O 'grande mistério' no versículo 32 é lido como apontando para o convênio eterno e exaltador do casamento celestial.

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  11. Relações entre pessoas do mesmo sexo

    O que esses textos dizem sobre as relações entre pessoas do mesmo sexo e eles abordam a orientação sexual como compreendida hoje?

    Lê essas passagens no contexto da eterna Lei da Castidade, que restringe o sexo ao casamento heterossexual.

    A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias sustenta que a intimidade sexual é sagrada e lícita apenas entre um homem e uma mulher casados; Levítico 18 preserva uma manifestação antiga dessa lei. Romanos 1:26-27 é lido como condenação ao abandono do "uso natural", e 1 Coríntios 6 reforça o conceito do corpo como templo resgatado por bom preço. O documento A Família: Proclamação ao Mundo formaliza isso como verdade revelada. A atração pelo mesmo sexo é reconhecida, mas o comportamento sexual entre pessoas do mesmo sexo é visto como transgressão grave; a igreja incentiva a compaixão, mantendo inalterado o seu padrão doutrinário.

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  12. Macho e fêmea

    O que a frase «macho e fêmea os criou» diz sobre sexo e gênero?

    O gênero é eterno; homem e mulher são identidades essenciais

    Os Santos dos Últimos Dias ensinam que o gênero é uma característica eterna, estabelecida antes do nascimento mortal, e que Gênesis 1:27 revela a criação do homem e da mulher como duas identidades essenciais e complementares. O documento «A Família: Proclamação ao Mundo» (1995) afirma que o gênero é uma característica essencial da identidade e do propósito pré-mortal, mortal e eterno do indivíduo, e que o casamento entre homem e mulher foi ordenado por Deus. Assim, o texto é utilizado para afirmar uma compreensão binária de sexo e gênero e para rejeitar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e identidades transgênero. A tradição enfatiza que homens e mulheres têm valor igual, mas papéis diferentes e complementares na família e na igreja. Todos são filhos de pais celestiais com potencial divino.

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  13. O Salmo 137 e sua maldição

    O que uma maldição sobre bebês está fazendo nos Salmos?

    Dor histórica; Sião contra Babilônia; não é modelo de conduta.

    A recepção dos Santos dos Últimos Dias lê o exílio através da dicotomia Sião/Babilônia presente em Doutrina e Convênios: Sião representa os puros de coração e a comunidade da aliança reunida; Babilônia representa o cativeiro espiritual e a iniquidade. Os versículos 1–4 são um arquétipo de guardar convênios sagrados em um mundo decaído; a recusa em cantar é compreendida como a proteção do que é sagrado contra o que é profano. Os versículos imprecatórios são geralmente lidos como expressões antigas de luto histórico, e não como modelos de conduta, embora a destruição da Babilônia tipifique o fim apocalíptico dos ímpios na Segunda Vinda. O salmo incentiva o estabelecimento de «estacas de Sião» enquanto se vive como guardador de convênios na sociedade moderna.

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  14. Deuteronômio 22 e a mulher violada

    O que essa lei exigia e como suas palavras devem ser traduzidas?

    Uma lei civil mosaica cumprida em Cristo; seu princípio eterno é a responsabilidade sexual e a proteção do inocente.

    Para os Santos dos Últimos Dias, a Lei de Moisés era uma lei estrita de ordenanças e práticas que foi cumprida em Jesus Cristo. Consequentemente, a pena civil do casamento obrigatório tornou-se obsoleta, enquanto os princípios morais subjacentes são eternos. A passagem ressalta a gravidade da transgressão sexual e a completa inocência da vítima de violência forçada, distinção refletida em Alma 39 e reafirmada nos ensinamentos modernos da Igreja. O texto é lido como prova de que Deus responsabiliza os agressores e exige que façam reparação, mas a Igreja não aplica a antiga sanção civil. O foco está na prevenção, na justiça e no amparo pastoral aos que sofreram dano.

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  15. A amarração de Isaque

    Por que Deus ordena a Abraão que sacrifique seu filho?

    Prova abraâmica; semelhança de Deus e de seu Filho Unigênito.

    A tradição dos Santos dos Últimos Dias lê Gênesis 22 por meio das escrituras da restauração. A Tradução de Joseph Smith substitui «tentar» por «provar» para esclarecer que Deus testa, mas não incita ao mal. O Livro de Mórmon identifica explicitamente a quase-imolação feita por Abraão como uma semelhança de Deus e de seu Filho Unigênito (Jacó 4:5). Doutrina e Convênios evoca o capítulo como o arquétipo para provar os santos. O relato do Livro de Abraão sobre o quase-sacrifício do próprio Abraão em sua juventude intensifica essa reversão. O capítulo fundamenta a «prova abraâmica», que exige o sacrifício total de todas as coisas.

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  16. A filha de Jefté

    Jefté sacrificou sua filha, e o texto bíblico aprova o ato?

    Altamente improvável que Jefté tenha feito sacrifício humano; ela foi dedicada ao tabernáculo.

    O manual do Sistema Educacional da Igreja ensina que o sacrifício humano era proibido e abominável, portanto um juiz fiel não o contemplaria. O voto é compreendido como a dedicação de sua filha ao serviço perpétuo no tabernáculo, o que é sustentado pelo fato de ela lamentar sua virgindade, em vez de sua vida. A narrativa serve como lição de advertência contra votos precipitados ou sem inspiração e tentativas de barganhar com o Senhor. A determinação de Jefté em cumprir a promessa e a submissão voluntária da filha são apontadas como exemplos de extrema seriedade quanto às promessas feitas a Deus.

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  17. Não paz, mas a espada

    O que Jesus quis dizer ao trazer uma espada?

    O evangelho exige lealdade total a Deus, causando divisão familiar.

    Os Santos dos Últimos Dias leem os vv. 34-37 como uma declaração direta da prioridade absoluta do convênio do evangelho: o discipulado muitas vezes divide famílias, mas a família do convênio de Deus tem precedência. O capítulo é ensinado no treinamento missionário para preparar os missionários para a rejeição e para compreenderem que os laços espirituais podem superar os biológicos. Isso se alinha com a doutrina SUD de que a Igreja é a reunião de Israel, e os conversos podem precisar abandonar pai e mãe em um sentido espiritual. O mandamento de tomar a própria cruz (v. 38) é aplicado como suportar a perseguição e sacrificar desejos pessoais em prol do Reino.

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  18. Vosso pai, o diabo

    A quem se dirigem estas declarações e como foram utilizadas indevidamente?

    Seguir a Satanás torna a pessoa filha dele; não se trata de linhagem; o diabo é real.

    Os Santos dos Últimos Dias leem João 8:44 como o ensinamento de que Satanás é um espírito real que se rebelou contra Deus e se tornou homicida e mentiroso. Aqueles que o seguem tornam-se seus filhos espirituais. Trata-se de uma escolha individual, não de linhagem. Em 1 Tessalonicenses, a atenção SUD volta-se para a autoridade apostólica de Paulo e seu autossustento, não para a polêmica contra «os judeus». A tradição ensina que todas as pessoas são filhas de Deus por nascimento, mas podem tornar-se filhas do diabo pela rebelião. Assim, a passagem não diz respeito à etnia.

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  19. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim

    A salvação é encontrada apenas por meio de Cristo, e o que isso significa para outras religiões?

    Cristo é o único Salvador, mas todos terão a oportunidade de aceitá-lo.

    Os Santos dos Últimos Dias leem João 14:6 como um ensinamento de que a salvação vem somente por meio de Jesus Cristo, cuja expiação é essencial para todas as pessoas. Eles conectam João 14:2 ('muitas moradas') com Doutrina e Convênios 76 para ensinar graus variados de glória celestial, e não a mesma recompensa para todos. A doutrina dos Santos dos Últimos Dias sustenta que aqueles que não receberam o evangelho na mortalidade terão a oportunidade de aceitar a Cristo no mundo dos espíritos; portanto, a exclusividade de Cristo não significa que apenas os cristãos atuais possam ser salvos. Assim, o versículo afirma o papel único de Cristo enquanto estende a esperança além do cristianismo visível.

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  20. Virgem ou jovem mulher?

    A palavra almah de Isaías significa "virgem" ou "jovem mulher", e o versículo se refere a Jesus?

    Dualismo profético: sinal imediato e suprema profecia messiânica de Jesus

    A tradição dos Santos dos Últimos Dias, que preserva Isaías 7 em 2 Néfi 17, lê a profecia de Emanuel por meio do dualismo profético ou múltiplos cumprimentos. Líderes como Jeffrey R. Holland ensinam que a profecia atendeu a um propósito histórico imediato, no qual uma criança nascida no tempo de Acaz teve seu nascimento e crescimento como um cronômetro divino para a destruição da coalizão. Simultaneamente e de maneira suprema, trata-se de uma profecia messiânica que aponta para o nascimento virginal de Jesus Cristo. A rejeição de Acaz representa uma falha de fé catastrófica ao confiar no braço da carne em vez das promessas da aliança. O capítulo é citado em devocionais natalinos para celebrar o nascimento miraculoso de Cristo.

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  21. O final longo de Marcos

    O Evangelho de Marcos terminava em 16:8, e o que dizer dos versículos posteriores?

    O final longo é doutrinariamente autêntico; o v. 16 torna essencial o batismo com autoridade.

    Os Santos dos Últimos Dias afirmam a autenticidade doutrinária dos versículos 9–20 com base no fato de que o Cristo ressuscitado cita os versículos 15–18 no Livro de Mórmon (Mórmon 9:22–24). O versículo 16 é lido literalmente: o batismo nas águas pela devida autoridade do sacerdócio é uma ordenança essencial para a salvação, e a omissão do batismo na cláusula condenatória não atenua sua necessidade. Os sinais dos versículos 17–18 são esperados na igreja restaurada como promessas contínuas. O versículo 19 é interpretado de forma literal para distinguir o Pai e o Filho.

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  22. A Comma Joanina

    A passagem trinitária explícita em 1 João 5 é original?

    Os Santos dos Últimos Dias mantêm o texto da KJV, mas interpretam 'estes três são um' como unidade de propósito.

    A Bíblia padrão dos Santos dos Últimos Dias preserva a King James Version, incluindo a Comma, embora a Tradução de Joseph Smith não restaure uma leitura original para este versículo. Autoridades SUD, como James E. Talmage, ensinam que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três personagens distintos unidos em propósito, mente e testemunho, e não um único ser de essência consubstancial como na ortodoxia nicena. A passagem é lida juntamente com o Livro de Mórmon e Doutrina e Convênios, que moldam a compreensão SUD da Deidade. Dessa forma, a frase, seja original ou não, é interpretada em harmonia com sua própria revelação moderna.

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  23. O divórcio e a cláusula de exceção

    Quando, se é que alguma vez, um casamento pode ser dissolvido e outro iniciado?

    O selamento no templo é eterno; o divórcio civil não dissolve o convênio.

    Os Santos dos Últimos Dias leem o versículo 6 sob a ótica do "novo e eterno convênio do casamento" em Doutrina e Convênios 132. O casamento realizado pela autoridade do sacerdócio em um templo é unido por Deus para a eternidade, e a lei secular não tem o poder de romper esse vínculo. O divórcio civil é reconhecido para fins legais, mas o selamento permanece, a menos que o cancelamento de selamento seja concedido pela autoridade competente. Essa concepção molda a orientação pastoral e o ensino sobre a família, incentivando os membros a buscarem o selamento no templo e a priorizarem relacionamentos familiares eternos.

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  24. O dízimo

    Os cristãos devem dizimar, e a contribuição traz bênção material?

    O dízimo é exigido; a obediência traz bênçãos materiais e espirituais.

    No ensinamento dos Santos dos Últimos Dias, Malaquias 3 está entre os capítulos mais importantes do Antigo Testamento, citado pelo Cristo ressuscitado no Livro de Mórmon. A lei do dízimo exige dez por cento da renda individual, e o pagamento fiel é condição para a entrada no templo. As promessas de abrir as janelas dos céus e repreender o devorador são tomadas literalmente como bênçãos que decorrem da obediência. A casa do tesouro é o sistema administrativo e de bem-estar da Igreja, e o dízimo financia a missão global da Igreja.

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  25. A obediência ao governo

    Os cristãos devem obedecer a qualquer governo, e existem limites?

    Duas leituras: obediência cívica da KJV; autoridade eclesiástica da TJS.

    A Tradução de Joseph Smith revisa profundamente Romanos 13:1-7 para se referir não ao governo secular, mas à autoridade dentro da Igreja: os "poderes" estão na igreja, e o tributo torna-se consagrações. No entanto, os Santos dos Últimos Dias também mantêm o texto da Versão King James como autoritativo para o governo civil, harmonizado com a décima segunda Regra de Fé e com Doutrina e Convênios 134, que afirmam a instituição divina do governo civil. Assim, ensinam a obediência à lei secular e o pagamento honesto de impostos, aplicando simultaneamente a TJS ao apoio aos líderes da Igreja e ao pagamento de dízimos. Na prática, os Santos dos Últimos Dias são ativos na vida cívica, mas creem que o governo é limitado por Deus e não se sobrepõe aos deveres religiosos. A obediência à autoridade civil é, portanto, importante, mas não absoluta.

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  26. Não julgueis

    O que Jesus proibiu quando disse "Não julgueis"?

    Proíbe o julgamento injusto, mas exige julgamentos intermediários justos.

    A Tradução de Joseph Smith altera o texto para: "Não julgueis injustamente, para que não sejais julgados; mas julgai com reto juízo". O ensino dos Santos dos Últimos Dias distingue entre julgamentos finais, que pertencem somente a Deus, e julgamentos intermediários, que as pessoas devem fazer na vida diária sobre segurança, moralidade e alegações espirituais. Essa leitura é utilizada para fundamentar o exercício do discernimento sem condenar a condição eterna de outra pessoa. Os membros da igreja são incentivados a julgar com retidão segundo os padrões da verdade revelada e do Espírito.

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  27. A criação e a idade da terra

    Os dias de Gênesis 1 são literais, e o que esses capítulos ensinam sobre as origens?

    Dias são períodos criativos; a terra foi organizada a partir de matéria eterna.

    Os Santos dos Últimos Dias leem Gênesis 1 em conjunto com o Livro de Moisés, o Livro de Abraão e a liturgia do templo, o que os leva a rejeitar a criação a partir do nada. Joseph Smith ensinou que a palavra hebraica para 'criar' significa organizar materiais preexistentes; assim, a terra foi formada a partir do caos desorganizado. O plural 'façamos o homem' é entendido como um conselho de seres divinos, incluindo Deus, o Pai, Jesus Cristo e outros. Os dias são tipicamente compreendidos como períodos criativos, em vez de necessariamente dias literais de 24 horas, embora alguns membros possam sustentar leituras literais.

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